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Nesse sentido, a experiência se processa ao mesmo tempo em que se constrói e solidifica um movimento social que lhe dá sustentação. Não sendo originalmente parte de um movimento ecológico, nem filha da reflexão acadêmica, nem tão pouco dos ditames da política oficial e educacional. No entanto, de todos esses projetos se enriquece e se beneficia no seu percurso. Aos poucos, o Movimento de Defesa do Parque que começa a partir de um núcleo de educadores, lideranças, associações de moradores, clubes de mães, terreiros de candomblé, foi incorporando profissionais, ambientalistas, artistas e profissionais. Hoje, de sua coordenação fazem parte a Federação Baiana do Culto Afro-brasileiro, e representantes dos conselhos das associações de moradores das regiões do Subúrbio Ferroviário e Valéria. Finalmente, a experiência se nutre também da reflexão e de olhares atentos, tanto quanto possível para aqueles que estão imersos e comprometidos com uma causa, de diálogos efetivos e surdos e de inquietações sempre recorrentes de como melhor fazer, superar os obstáculos, enfrentar as dificuldades, se apoiar nos êxitos, e se mover nos constantes desafios que a cada momento se apresentam. Toda a "arquitetura" deste projeto é móvel, acompanha os lances da história cotidiana, e se assenta na conexão entre o concreto e o insondável, o chão necessário e o vôo, a liberdade, a aventura. A imaginação do projeto correspondeu, em primeiro lugar, a uma leitura inicial das virtualidades do parque e do necessário entrelaçamento entre as questões sociais e ambientais, da idéia da inseparabilidade entre o destino do parque e da população do seu entorno, do homem e da natureza. Em segundo lugar, das oportunidades de trabalho que surgiam, dando chance ao desenvolvimento de propostas pensadas junto com a comunidade, num duplo movimento de aproximação e tensão, de conflito, encontro e aprendizagem que permitiram elaborar a proposta de educação ambiental, a concepção de parque e as necessárias conexões com as políticas públicas para a área. Também o contato com as instituições e pessoas com as quais desenvolvemos cooperação ensinou, e ajudou a definir estratégias institucionais capazes de dar sustentação ao projeto, delineando o papel específico que cumprem as entidades de interesse público também chamadas não governamentais. A criação do Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu passou por sucessivas fases: a equipe de educadores que concebeu o projeto trabalhou sob o amparo legal do Grupo de Recomposição Ambiental GËRMEN, Grupo que assinava em nome do Movimento, o convênio com a prefeitura. Tentou, mais tarde, estruturar o trabalho educativo na Associação dos Amigos do Parque, entidade que seria aglutinadora deste movimento, mas que se esvaziou, a partir de 1995, diante de disputas políticas e das tentativas de atrelar o trabalho educativo a objetivos partidários. Diante disso, e com o aval das principais entidades fundadoras da Associação e do Movimento de Defesa do Parque, fundou-se, em 1996, o Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu, e assim, conforme estava previsto no projeto iniciado em 1994, se constituiu este Centro, como um serviço educacional ao movimento de defesa do parque e a outras regiões. Veja aqui a História da Experiência por Completo!
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| CEASB - Centro de Educação Ambiental
São Bartolomeu Praça Inocêncio Galvão, Nº 42, Largo 2 de Julho. Salvador - Bahia. CEP: 40.000-000. Tel. 321-9903; ceasb@hotmail.com |
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