O Ponto de Cultura Guerreiros da Vila é espaço de educação complementar voltado para o lúdico, as artes e formação para o trabalho. O projeto focaliza sua ação na região de Jacarecica, onde se localiza a Vila Emater II, em Maceió, com o objetivo de fortalecer a organização e luta dos moradores por moradia digna e reconhecimento do valor dos catadores e a garantia dos direitos das crianças adolescentes e jovens.

Neste projeto, a luta pelo direito à educação se associa às iniciativas voltadas para a transformação e reconstrução social.

O Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu, reconhecido de utilidade pública municipal em Salvador,é uma instituição civil sem fins lucrativos.  Tem como principal finalidade a promoção e a defesa de bens e direitos sociais relativos ao meio ambiente e ao patrimônio cultural. 

Fundado em 1º de março de 1996, desenvolve projetos e atividades ligados à educação ambiental, mobilização social, pesquisa, projetos produtivos e de comunicação que contribuam para a construção de uma sociedade justa, baseada no desenvolvimento sustentável, no respeito à vida e à diversidade cultural. Focaliza sua atuação nos Estados de Alagoas e na Bahia.

Ponto de Cultura Guerreiros da Vila funcionou, inicialmente num circo escola, instalado na sede do Clube da Ordem dos Advogados – OAB; Hoje, está localizado no Sítio São Jorge, bairro vizinho à Vila Emater. Além da sede principal o Ponto de Cultura, situada no Bairro Sítio São Jorge, vizinho à Vila Emater, onde são desenvolvidas atividades de formação para o trabalho e geração de renda,  o Ponto de Cultura  mantém em funcionamento dois espaços situados na Vila Emater: o Baú dos Guerreirinhos  - espaço de incentivo à leitura onde jovens agentes culturais da comunidade atuam como contadores de histórias   - e o espaço cultural, construído pelos jovens,  onde são realizadas oficinas de artes circenses, brinquedos e brincadeiras, música, capoeira, dança, teatro e formação geral atende a 120 crianças e

adolescentes. O Ponto de Cultura desenvolve ainda ativiades esportivas, proporciionadas pelo Programa Segundo Tempo, através do IDECH.

Mobilizando os saberes e imaginários dos sujeitos envolvidos, a metodologia está pautada no fazer refletido e desenvolvimento da autoria / autonomia dos jovens participantes; na valorização da cultura e construção de projetos coletivos e pessoais, de modo que os atores possam não só identificar os problemas e suas causas, mas assumir uma postura participativa para enfrentamento dos problemas em busca da sua superação.

 

O Programa Cultura Viva

A parceria com o Ministério da Cultura – Secretaria da Cidadania Cultural - Programa Cultura Viva -  contribui para que as ações do projeto se tornem política pública, fortalecendo a construção de uma metodologia de atendimento que valorize a formação integral, na perspectiva cultural dos direitos humanos e da democracia.

 

A Vila Emater II


A Vila Emater II, também conhecida como Favela do Lixão, é o local de moradia de 200 famílias que sobrevivem trabalhando como catadores de materiais recicláveis no lixão de Maceió. Fome, violência, trabalho infantil, desnutrição, precariedade nos serviços de saúde, saneamento e de educação são alguns dos inúmeros problemas enfrentados. Inseridos numa complexa e perversa cadeia produtiva que envolve o mercado de recicláveis, os catadores vêem-se numa situação de extrema exploração por parte dos atravessadores. 

Com o anunciado fechamento e recuperação do lixão, os moradores pretendem continuar a viver no mesmo local, onde construíram uma luta de resistência e sobrevivência. Hoje, com uma Associação de Moradores atuante, os moradores da Vila Emater vem lutando pela regularização da posse da terra e construção de conjunto habitacional, saneamento, escola e unidade de saúde. 

Os catadores lutam pelo reconhecimento do seu papel na gestão dos resíduos sólidos em Maceió. Defendem que a construção do novo aterro sanitário seja acompanhada de medidas pela inclusão produtiva dos catadores, com a criação de sistema de coleta seletiva, de centros de triagem e reciclagem, garantindo sustentabilidade ambiental e justiça social. 

O CEASB tem origem no Movimento de Defesa do Parque São Bartolomeu/Pirajá, localizado no Subúrbio Ferroviário e Pirajá, em Salvador, Bahia. Criado em 1987 por intelectuais, lideranças comunitárias, representantes de religiões de matriz africana e cristãs. O movimento tem como objetivo a proteção e revitalização de um dos territórios mais significativos da história, natureza e cultura local, santuário das religiões afro-brasileiras. O parque foi indicado como uma das três áreas piloto da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica na Bahia.
 
O CEASB desenvolveu, entre 1996 e 2.000, o Programa Memorial Pirajá, em cooperação com o CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia, voltado pára a mobilização social e preservação do Parque São Bartolomeu / Pirajá.

O programa envolveu atividades de capacitação continuada de professores da rede pública do entorno do parque; o incentivo ao protagonismo jovem e a mobilização da comunidade, dos terreiros de candomblé e do conjunto das instituições nos Seminários O Parque Que Queremos, levantando propostas para a proteção, implantação e gestão democrática do parque.  O projeto contou com o apoio do UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Educação, Fundação Odebrecht, UNESCO, Fundação Clemente Mariani e Prefeitura Municipal de Salvador.

O CEASB atua em Alagoas desde 1997. Atua na região do Complexo Estuarino Lagunar Mundaú Manguaba, onde desenvolveu o Programa de Educação Ambiental Lagoas, no semi árido alagoano, em articulação com a Rede de Educação do Campo. Exerceu a secretaria executiva do Fórum Lixo e Cidadania e Alagoas entre os anos 2001 e 2004, participando das atividades pela construção de política pública de gestão integrada de resíduos sólidos com inclusão social dos catadores, que resultou na realização da  Ia.  Conferência Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas, em novembro de 2003.

Em Maceió, assessora, desde 1999, o movimento dos catadores e moradores da Vila Emater na sua luta por inclusão social apoiando a Associação dos Moradores da Vila Emater II, a Cooperativa dos Catadores da Vila, COOPVILA,O CEASB é fundador do Ponto de Cultura Guerreiros da Vila.
São parcerios do CEASB o UNICEF, Ministério da Cultura – Secretaria da Cidadania Cultural, Programa Cultura Viva, CHESF, SESC Alagoas – Programa Mesa Brasil, IDECH – Programa Segundo Tempo, a ong Moradia e Cidadania COEP e o Ministério do Meio Ambiente – Fundo Nacional do Meio Ambiente.